domingo, 3 de abril de 2011

5 Seminário "Um estudante, um computador"




No último dia 31 de março participamos do 5º Seminário “Um estudante , um computador”. O evento aconteceu no Hotel Marriott (mesmo que hospedou o Obama). No geral o evento foi bem organizado e contou com uma diversidade de relatos. Destacamos os relatos da prof. Maria Helena sobre “Piraí Digital”, da prof. Eliane Ferreira sobre o case de Rio das Flores e a prof. Jullia de Matinhos- PR.Rafael Parente do RJ apresentou o Projeto Educapédia (que por sinal foi bastante questionado). Achei interessante a proposta do projeto contar com professores da rede municipal na autoria dos conteúdos. Por outro lado, o projeto se sustenta no planejamento e usos de objetos de aprendizagem com enfoque nos conteúdos disciplinares. Este enfoque é interessante, pois a apoia o docente em sala de aula. Por outro lado, não avança na questão-desafio da articulação dos saberes na escola (científico interdisciplinar com os saberes dos cotidianos.

Estavam presentes parceiros do evento (Intel, ARede, Positivo Informática, Momento Editorial), pesquisadores e grupos de pesquisa envolvidos no PROUCA (MEC) desde a sua fase “Experimento”, pesquisadores e professores de diversas universidades, gestores e representantes de municípios que implementarão projetos “um estudante, um computador”. Interagimos bastante com as gestoras de Niteroí que no segundo semestre implementará na rede municipal um projeto para uso de computadores móveis na escola básica.


Eu, Aline, Valéria e Cristiane do GPDOC-UERJ (Grupo de Pesquisa Docência e Cibercultura) estávamos lá para termos mais informações sobre o “estado da arte” do projeto no RJ. Já estamos pesquisando “mobilidade” na cibercultura desde 2007 e neste ano de 2011 vamos investir em pesquisas nas escolas. Esperamos desenvolver nosso projeto de pesquisa-formação numa escola pública. Mestrandas, bolsistas de iniciação científica, pesquisadores voluntários e eu estaremos atentos aos usos que professores e estudantes estão fazendo dos computadores móveis em seus espaçostempos de ensinoaprendizagem. Além disso vamos desenvolver com a comunidade escolar projetos e atos de currículo. Para tanto buscamos entender também como a cibercultura vem evoluindo e quais os potenciais dos seus fenômenos para as práticas formativas e educativas. Acumulamos nos últimos 15 anos estudos nos campos da Educação online e da Informática na Educação e pretendemos continuar investindo nesta interface. Neste semestre estamos atuando no PROPED com a disciplina eletiva “Redes sociotécnicas e currículos online”, neste espaçotempo presencial (sala 12050) e online em nosso (WWW.docenciaonline.pro.br ) . Para conhecer nossos projetos de pesquisa acessem o link do GPDOC no docenciaonline.

Links interessantes disponibilizados no evento:

PROGRAMA UCA
EDUCOPÉDIA
UCA EM VÍDEO

Após uma manhã de exposições foi aberto o debate. Achamos muito estranho a falta de questionamentos da grande maioria dos participantes. Praticamente não houve questões feitas pelos representantes municipais. Um representante de Rezende (RJ) fez uma bela intervenção questionando o fechamento da Plataforma Intel e o baixo investimento em soluções LIVRES. Pesquisadores levantaram questionamentos. O grupo UERJ (membros do GPDOC) e Luciana (doutoranda do PROPED)questionaram:

Qual a relação ou integração das etapas "formação" e "pesquisa" no Projeto UCA?
Por que o projeto Educopedia (RJ) não é baseado no principio dos "Recursos Educacionais Abertos"?
Por que o projeto Educapédia não articula os saberes escolares, resaltanto a disciplinaridade do currículo escolar?
Como os pojetos presentes vem lidando com o desafio de educação pessoas com deficiência já que o laptop educacional não possue recursos físicos e lógicas de acessibilidade?
Qual a relação das agencias financiadoras e organismos internacionais do projeto UCA? Qual papel do Bird por exemplo?


Peço aos presentes que comentem nosso post e que tragam suas impressões também!

Link com as apresentações dos palestrantes: http://www.telesintese.com.br/images/pdfs.intel/intel.rj.html

[]s

Méa

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010



Sobre o filme " A rede social"...



No último sábado, resolvi atualizar minha agenda de cinema. Afinal foram 2 semanas sem um filminho...Como sobreviver sem cinema? Pelo menos vi muita praia em Salvador e Aracajú. É cesta básica para mim ter na cidade cinema e praia-mar...Até nem vou muito à praia ,mas preciso sentir a energia do mar todo dia. Sei que ao atravessar a rua ele tá ali de braços abertos para mim...

Mas vamos ao filme " A rede social", eu gostei muito. O roteiro é ágil, os diálogos são intensos , a fotografia é misteriosa e charmosamente sombria. Acho exagerado os comentários que venho lendo sobre um filme de sexo, drogas, traição... Não sei se o gênero é drama também...

O roteiro é estruturado pelas reuniões e audiências de negociações entre o protagonista e sua rede em Harvard. Quem é o autor da obra? Esta é a grande tensão que sutenta o argumento do filme. Gostei da forma como Harvard foi retratada.

É muito bom viver este tempo de Cibercultura. "O perfil cognitivo do leitor imersivo" , como teoriza Santaella é bem trabalhado pelo filme. A cena da seleção dos primeiros estagiários do ainda "The Facebook" é , na minha opinião,uma das melhores do filme. Gosto também das cenas que mostram o hiato cultural entre professores, gestores escolares e estudantes. A diferença é gritante. O cotidiano em Harvard revela a tensão produtiva entre a tradição institucional e inovação de suas criações e criaturas.


Por outro lado, o filme revela que a genialidade de uma "cognição ciber" não é tudo e que precisa conviver e aprender com outras potencialidades e valores como por exemplo, amizade, tolerância, diversidade, vida . O filme é um convite à pais e professores repensarem seus pápeis em nosso tempo. A imersão na rede não garante, por si só, a cidadania. Precisamos atuar diretamente neste sentido.

Vamos aprender com este povo também! Este povo são nossos filhos e alunos. Desejando dialogar com vocês sobre o filme, suas personagens, cenas interessantes...




[]s
Méa

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Sobre a peça "Bença" , inspirações para a pesquisa e prática pedagógica


Olá querid@s!

Ontem vi em Salvador-BA a Peça de teatro "Bença" com o Bando de teatro Olodum. Maravilhosa! Vejam fotos capturadas pelo meu ifone. O espetáculo discutia a noção de tempo a partir do olhar de pessoas idosas, gente do axé, intelectuais, artistas, pessoas de mais variados cotidianos. Como não podemos separar conteúdo de forma, compartilho com vocês a forma que me chamou bastante atenção. Afinal ler não é só decodificar o significante, mas é, também, relacioná-lo com nossa história de leitura e a nossa implicação com nossos sentidos mais presentes e cotidianos.


A forma do espetáculo é a mixagem e a multimídia. Por que não tocar também no hipertexto? Mixagem, por conta da mistura de linguagens. Multimídia, pelas interconexões de mídias. O teatro fazendo convergências. Dois telões (um na extrema direita e outro na externa esquerda na sala da arena) bricolavam imagens de arquivos e de entrevistas (com relatos de pessoas idosas sobre o tema do tempo, da ancestralidade, da morte-vida) com imagens capturadas ao vivo (do público na arena e dos atores em cena).

Os atores conduziram o roteiro de com falas simultâneas e síncronas. O protagonismo se deslocava o tempo inteiro entre os atores. Enquanto uns atuavam com falas e interações, outros capturavam com câmeras de vídeo (semi-profissionais as imagens in loco), outros tocavam instrumentos, outros assumiam o microfone principal. Todos os atores vivenciaram grande parte dos papéis. Esta dinâmica no palco central da arena cocriava com o que passava nos telões. No canto esquerdo do teatro dois operadores de som e imagem. Reparei que usavam tecnologia MAC! Juntando tecnologia de ponta com uma bela acústica do teatro tivemos uma imersão sonora fantástica. Isso sem contar com os sons do axé que me tocam profundamente... Isso só sendo baiano ou afrodescendente para entender...

"Tudo junto e misturado". Nossos sentidos foram acionados o tempo todo por simultâneos convites, permitindo que cada espectador construísse sua própria narrativa, algo inovador para o teatro (que fora o teatro do oprimido do Augusto Boal, ainda insiste em capturar a audiência numa única narrativa). Foi curioso observar o público. Pescoços movimentando-se o tempo todo e olhos buscando e capturando um fio para tecer uma ou alguma narrativa. Esforço cognitivo diferente para quem espera um teatro para assistir uma cena única. Quem foi esperando isso se surpreendeu, ou com a novidade da forma, ou com a decepção da novidade. Eu adorei pelo primeiro motivo.

E os figurinos...Queria um vestido daquele para mim!!!


Faltou a liberação dos corpos. Ainda estávamos com nossos corpos sentados na cadeira em posição de contemplação. Mas os sentidos a mil buscando a fio para entender a história por nossa própria autonomia.

O mais incrível é que o roteiro completo do espetáculo veio como anexo do catálogo (que custa apenas 5,00). O catálogo mostra a linha de tempo do "teatro negro" na BA via espetáculos do Villa Velha. Adoro este teatro que fica no Passeio Público um lugar lindo , que por sinal não encontra-se conservado. O espaço externo tá meio caidinho...Mas continua charmoso!

O roteiro apresenta-se em colunas com toda marcação do formato do espetáculo. Textos organizados por ator, mixagem dos vídeos gravados com os produzidos in loco, música. Enfim, a teia da rede que se propunha forma em cena. Até para quem já conhece a dinâmica de roteirização é interessante. Eu que trabalho com produção de conteúdo digital em sala de aula presencial ou online , na graduação e na pós, gostei de ter mais este case para socializar e analisar com meus alunos e orientandos. Afinal, é preciso planejar as ações e as produções.

Mesmo sabendo que muitos acham chato e dizem que planear é coisa de "pedagogo", isso para não fazer outro trocadilho... Mas sem organizar a materialidade da ação fica tudo complicado, mesmo quando o objetivo é fazer complexidade, hipertextualidade. Como diz Morin "programa com estratégia podem dialogar".


O espetáculo é um exemplo de que a inovação (tecnologias contemporâneas , uso de Mac e digital) pode convivem com a tradição (narrativas, memórias, mídias clássicas) potencializando autorias e experiências plurais. Vejam algumas fotos . Quem estiver em Salvador ou passando por lá, vale a pena vivenciar a experiência, até para refletir um pouco sobre esta noção complexa do que é o "tempo".

Por que narrar aqui ? Gostaria de trocar figurinhas com os colegas pesquisadores e estudiosos da "Cultura Digital" e da "Educação e Comunicação".

Como seria uma sala de aula e uma experiência de pesquisa inspirada na peça Bença?

Que aprendizagens poderiam turbinar a nossa prática de ensino e pesquisa?

Desejando interagir um pouco mais com os amigos desta rede...

Bjs

Mea

domingo, 17 de janeiro de 2010

domingo, 21 de junho de 2009

Revista Nova Escola = problemas epistemológicos + dicas e relatos interessantes

Olá pessoal!

A matéria de capa da Revista Nova Escola deste mês chamou nossa atenção: "A tecnologia que ajuda a ensinar". A revista vem com algumas dicas de como e quando usar as TICs para potencializar a aprendizagem em diferentes disciplinas e traz alguns cases. Contudo, o texto da matéria é problemático. Tem muitos problemas epistemológicos e metodológicos. Diria, políticas de sentido equivocadas. Vamos descobrir algumas pérolas para turbinar nosso debate crítico?

Vou começar problematizando a fórmula que aparece na página 50 : TECNOLOGIA + CONTEÚDOS = OPORTUNIDADES DE ENSINO

Pergunto:

  • Onde fica a aprendizagem?
  • Será que os conteúdos e as tecnologias são os elementos mais importantes no processo de ensino e aprendizagem com as tics?
  • Será que só devemos utilizar as tecnologias na escola para tratarmos diretamente de conteúdos disciplinares?
  • De que forma a noção de saberes, competências e cidadania são tratadas na matéria como um todo?

Espero todos e todas para o debate?
[]s
Méa

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Palestras do Campus Party

Olá pessoal!

Para quem não pode ir ao Campus Party vejam a cobertura com algumas palestras pelo site IPTV da TV Cultura. Clique aqui!
[]s
Méa

sexta-feira, 6 de abril de 2007

Estréia de Nina no YouTube

Como as coisas mudam tanto...Nina Sofia no auge dos seus 3 meses de vida. Fala tanto, brinca, sorrir, mama e mama e mama. A interação com ela fica cada dia mais gostosa. Uma delícia!


Curtam a alegria da sabedoria que brinca.

[]s
Méa